As guerras, as crises sociais e econômicas, provocaram a emigração de italianos, principalmente da região norte, para o Brasil. A miséria, o desemprego, a propaganda enganosa das agências de imigração, motivaram muitos italianos a deixarem sua pátria e partirem em busca de novas esperanças em novas terras.
Chegando ao Brasil, os imigrantes recebiam autorização para ocuparem as colônias. Os que chegaram ao Porto de Itajaí, os nossos primeiros imigrantes seguiram até Brusque e se alojaram em barracas e barracões na localidade, hoje, de Águas Claras. Em seguida, com o uso de canoas e balsas improvisadas, subiram o Rio Itajaí-Mirim e se fixaram nas terras que denominaram “Porto Franco”, hoje Botuverá.
Ao chegarem nesta região, iniciaram construção de seus novos lares e sítios. Deram início ao desbravamento das matas, deram os primeiros passos para agricultura, que se tornou o marco econômico da população botuveraense até os nossos dias.
Não há fontes seguras dos nomes dos primeiros imigrantes de Porto Franco. De acordo com informações dos mais antigos (descendentes diretos), foi possível confirmar que entre os pioneiros vieram as famílias, Bósio, Bonomini, Pedrini, Molinari, Tirloni, Aloni, Gianesini, Betinelli, Raimondi, Rampelotti, Dognini, Morelli, Tomio, Maestri e Comandolli, num total de trinta e três famílias.
Cada família procurou um local para se estabelecer, delimitou e formou ali sua propriedade. Outras levas de imigrantes vieram. Ocuparam outras localidades como Águas Negras, Ribeirão do Ouro, Lageado, estabelecidas no Vale do Itajaí-mirim.
Os primeiros imigrantes chegaram a Porto Franco em maio de 1.876.














